Os anti-oxidantes são umas substâncias que existem em determinados alimentos que nos protegem contra os radicais livres, - moléculas instáveis ao perder um electrão, que são altamente reactivas. Estes radicais usam o nosso organismo tentando captar o electrão que lhe falta. Ao conseguir realizar o seu objectivo, as moléculas atacadas convertem-se também elas em radicais livres, iniciando um processo em cadeia cujo rumo ainda é pouco definido, mesmo nos meios científicos. Os anti-oxidantes podem parar este processo.
Os radicais livres contribuem para o desenvolvimento de algumas doenças como o cancro, mas muito especialmente provocam o envelhecimento acelerado do tecido dérmico, por retirar o electrão às células que compõem o colagénio, implicando a perda de luminosidade e elasticidade.
Os anti-oxidantes atrasam o processo de envelhecimento combatendo a degeneração e a morte das células que provocam os radicais livres. A incapacidade do nosso corpo de neutralizar a acção dos radicais livres aos quais estamos expostos diariamente abriga-nos a recorrer a alimentos com as propriedades anti-oxidantes necessárias para neutraliza-los.
Cenouras, espinafres, courgettes, chá verde e cacau
As três grandes “poções” anti-oxidantes são as vitaminas C, E e os betacarotenos – ou pró-vitamina A –.
Estudos recentes revelaram o papel benéfico do Betacaroteno na prevenção de cataratas e o seu efeito favorável nos processos relacionados com o envelhecimento. Entre os alimentos ricos em Betacaroteno encontramos as verduras de folha verde ou as de coloração vermelha-laranja-amarela (cenoura, espinafres, courgette, etc), e certas frutas como os pêssegos, nectarinas, cerejas, papaia, melão e melancia. Também segundo as últimas investigações, o chá verde é um dos alimentos chave pelo seu alto índice de Catequinas e Polifenóis, que actuam como anti-axidantes e activadores do metabolismo. Outros produtos como o cacau e as maçãs também são ricos em catequinas que ainda ajudam a reduzir os transtornos esquémicos (estreitamento das artérias).
A vitamina C, junto com a vitamina E, são os dois clássicos de grande capacidade anti-oxidante. O Kiwi, os citrinos, o ananás, o tomate, os brócolos, a alface, os pimentos, os espinafres... são bons aliados que proporcionam ao nosso organismo estas vitaminas. Concretamente, a vitamina E é o anti-oxidante clássico que protege as células das agressões externas, como a poluição, pesticidas, fumo do tabaco...
Metais preciosos para a sua pele
Zinco, Cobre, Selénio e Magnésio... são óptimos para a pele e bons anti-oxidantes em geral. O Zinco proporciona a formação de novas proteínas (renovação celular) e favorece o bom estado da pele e das mucosas (tonicidade e elasticidade da pele). Constituem uma boa fonte de Zinco as carnes e as vísceras, o peixe e os ovos, os cereais completos e os legumes. O Cobre, por seu lado, facilita a síntese do colagénio e da elastina (necessários para o bom estado dos vasos sanguíneos, cartilagens, pulmões e da pele), actuando como anti-oxidante, protegendo as células dos efeitos tóxicos dos radicais livres e facilitando a fixação do cálcio e do fósforo. Alimentos ricos em Cobre são o fígado, o peixe, o marisco e os vegetais verdes.
Ofereça a si mesmo um prato de tomate e soja
As Isoflavonas contidas na soja são muito benéficas contra as doenças cardio-vasculares, osteoprose e tipos de cancro que dependem das hormonas para se desenvolverem, tais como o cancro da mama. A soja e os seus derivados são alimentos muito recomendados como suplemento, a partir dos 30 anos.
O Lipoceno, pigmento responsável pela cor vermelha do tomate, também tem propriedades anti-oxidantes. Além de ser um alimento pouco calórico – Um tomate médio tem apenas 11 calorias – felizmente abundam nos nossos pratos de características mediterrâneas com a vantagem de que não perdem as suas propriedades com a confecção.
