Em poucas áreas do conhecimento científico circulam tantos contos e lendas como na nutrição e mais concretamente no que se refere ao tratamento dietético de obesidade. E não se trata apenas de comentários ou rumores, mas escrevem-se numerosos livros, artigos e notícias nas quais se difundem as afirmações mais perigosas a respeito de quais as dietas mais adequadas para perder peso.
Uma primeira lenda, muito antiga aconselhava taxativamente a beber em jejum um copo de água no qual na noite anterior se haviam posto tantos grãos de arroz como os quilos que se quer perder... esta promessa milagrosa nem merece comentário.
Casos flagrantes são aqueles em que o especialista em questão fala de insulina, corticoides, pâncreas e hipófises e que empregando uma linguagem pseudo-científica pretendem – e em alguns casos conseguem – convencer as pessoas a cometer desatinos como comer apenas um tipo de comida sem misturas, seja a quantidade que seja, não engordamos. Imagine a desolação daqueles que durante dias inteiros se dedicaram a quilos de espaguete carbonara e não viram senão o efeito contrário.
A água é normalmente o elemento mais alvo de disparates ditos e cometidos: “a água engorda”, “A água emagrece”, “nunca beber durante as refeições”, “Se comer entre refeições é pior”... a realidade é bem distinta. A água não emagrece nem engorda, e beba água a que hora do dia for ela dá-nos sempre 0 calorias e por isso devemos bebê-la quando desejemos e especialmente se sentimos sede.
Outra lenda, desta feita proveniente do oriente é a que afirma que comer fruta a seguir às refeições é puro veneno excepto se são frutas vermelhas”, isto é, morangos, framboesas, amoras. Não faça caso. Comer fruta é a melhor forma de terminar uma refeição saudável e é um costume enraizado há mais de 2000 anos na nossa cultura gastronómica mediterrânea.
Parece que algo que o ser humano faz desde o primeiro dia, agora deve fazer-se sempre sob as indicações de pautas de livros, manuais e com um bioquimico ao lado. Façamos uma reflexão acerca deste tema, que de facto nos preocupa, mas sempre com um pouco de bom senso.
Fonte: Corporación Dermoestética
